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As pétalas da calêndula (Calendula Officinalis), têm sido utilizadas para fins medicinais, pelo menos desde o século XII.

Pertencente à mesma família das margaridas (Asteraceae Compositae), a calêndula é originária da Europa Meridional, em particular dos países mediterrânicos, mas, presentemente, é cultivada como planta ornamental em todo o mundo.

É importante notar, porém, que nem todas as plantas caseiras chamadas de calêndula, são membros da família desta.

A calêndula contém quantidades elevadas de flavonóides (grupo de metabolitos secundários da classe dos polifenóis – componentes de baixo peso molecular -, encontrados em diversas espécies vegetais. Os diferentes tipos de flavonóides são encontrados em frutas, flores e vegetais em geral, assim como em alimentos processados como o chá e o vinho) e anti-oxidantes (conjunto heterogéneo de substâncias formadas por vitaminas, minerais, pigmentos naturais e outros compostos vegetais e, ainda, por enzimas que bloqueiam o efeito danoso dos radicais livres) na sua base, que protege o organismo contra os radicais livres (moléculas ou átomos com um número ímpar de electrões.

No nosso organismo, os radicais livres são produzidos pelas células, durante o processo de combustão do oxigénio utilizado para converter os nutrientes dos alimentos absorvidos em energia. Os radicais livres podem danificar as células sadias do nosso corpo, contudo, o nosso organismo possui enzimas protectoras que reparam 99% dos danos causados pela oxidação, ou seja, o nosso organismo consegue controlar o nível desses radicais produzidos através do nosso metabolismo).

Os pesquisadores não têm certeza de que os ingredientes activos da calêndula sejam responsáveis pelas suas propriedades curativas, mas estes parecem ter efeitos anti-inflamatórios, anti-virais e anti-bacterianos.

Tradicionalmente, a calêndula foi usada para tratar dores de estômago e úlceras, bem como para aliviar cólicas menstruais, porém, não existe nenhuma evidência científica de que a calêndula é eficaz nestes casos.

Hoje, as aplicações tópicas da calêndula são mais comuns, especialmente na Alemanha.

A calêndula foi apresentada para acelerar a cicatrização de feridas (provavelmente porque aumenta o fluxo sanguíneo na área afectada) e as pétalas secas desta planta são utilizadas em tinturas, pomadas e lavagens para a cicatrização de queimaduras, contusões e golpes, bem como para pequenas infecções.

Mais recentemente, a calêndula foi anunciada como uma ajuda para prevenir a dermatite em pacientes com cancro da mama, durante a radiação.

Descrição da planta:

A calêndula é uma planta anual que se desenvolve em quase todo o tipo de solo, mas geralmente pode ser encontrada na Europa, na Ásia Ocidental e nos Estados Unidos.

Pertence à mesma família das margaridas, dos crisântemos e das ambrósias. Os seus caules ramificados crescem até uma altura de 30 a 60 centímetros e florescem sempre que há sol.

Curiosamente, esta flor abre as suas pétalas amarelo-alaranjadas assim que o sol nasce e fecha-as quando ele desce. Aliás, o seu nome é derivado da palavra latina Calendae, que significa “primeiro dia de cada mês”, de onde derivou também a palavra calendário (que, sabe-se, é baseado no ciclo solar).

As pétalas amarelo-alaranjadas das flores, são utilizadas medicinalmente.

Nomes alternativos:

Calendula Officinalis, Calendula Jardim, Pot Marigold.

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