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Uma nova pesquisa da Universidade Miguel Hernández (UMH) constatou que o cravo-da-índia (syzygium aromaticum) é “o melhor antioxidante natural”. O estudo analisou cinco propriedades antioxidantes, e os resultados do cravo-da-índia foram surpreendentes em cada uma dessas propriedades. O cravo-da-índia é usado principalmente na culinária de todo o mundo, mas encontra-se essencialmente na culinária indiana. O cravo-da-índia também tem sido utilizado para fins medicinais, na medicina indiana ayurvédica, na medicina tradicional chinesa e na fitoterapia ocidental. Na medicina dentária é também usado como um analgésico.

No estudo observou-se que o cravo-da-índia contém níveis elevados de compostos fenólicos que têm propriedades antioxidantes, antiinflamatórias e anticoagulantes. Este foi um factor importante na rotulagem do cravo-da-índia como o melhor antioxidante natural, mas o estudo verificou que esta erva possui ainda outras propriedades benéficas.

“Das cinco propriedades antioxidantes testadas, o cravo-da-índia demonstrou a maior capacidade para libertar hidrogénio, reduziu eficazmente a peroxidação lipídica e foi o melhor a reduzir os níveis de ferro”, afirma Juana Fernandez-Lopez, uma autora do estudo e pesquisadora da UMH.

A peroxidação lipídica é o processo em que os radicais livres removem os electrões dos lipídeos nas membranas celulares. O resultado final deste processo é o dano celular. O facto de o cravo-da-índia ajudar a inibir este ciclo destrutivo contribuiu para colocar a planta no primeiro lugar. Para além disso, a capacidade de reduzir os níveis de ferro é mais uma característica do cravo-da-índia.

É muito simples tratar as deficiências de ferro através de uma suplementação adequada ou de alterações na alimentação, mas o tratamento do excesso de ferro no organismo pode ser bastante difícil. Muitas pessoas sofrem de excesso de ferro no sangue, e muitas desenvolvem hemocromatose. A hemocromatose é uma doença séria que resulta do não tratamento do excesso de ferro. Esta doença pode provocar artrite, função hepática anormal, diabetes, ou mesmo insuficiência cardíaca.

Outro objectivo do estudo consiste em convencer as grandes empresas a começarem a adicionar cravo-da-índia aos seus produtos alimentares. O cravo-da-índia é muito barato e tem constituído uma parte importante da alimentação mediterrânea durante séculos.

“Os resultados mostram que o uso dos antioxidantes naturais existentes nas especiarias utilizadas na alimentação mediterrânica, ou os seus extractos, é uma opção viável para a indústria alimentar, desde que as propriedades organolépticas dos produtos alimentares não sejam afectadas”, acrescenta Juana.

O cravo-da-índia pode ser a solução quando se trata de encontrar uma especiaria acessível e prática.

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