Deficiência de vitaminas em crianças

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A deficiência de vitaminas em crianças é mais comum do que se pensa. E os seus sintomas podem ser tão sutis que se perdem facilmente. Por isso é importante estar ciente das deficiências vitamínicas mais comuns: quando você sabe as vitaminas que estão comumente faltando, pode tomar medidas para garantir a saúde do seu filho.

Deficiência de vitamina D

Dez a 40% das crianças americanas são deficientes em vitamina D, assim como 60% dos jovens americanos têm níveis de vitamina D abaixo do que a quantidade necessária para o desenvolvimento ideal. Isso é um problema porque a vitamina D é essencial para o crescimento saudável e para ossos fortes. A vitamina D também desempenha um papel importante na imunidade.

É relativamente fácil obter níveis adequados de vitamina D. Quando exposto à luz solar natural, o seu corpo produz essa substância, que por esse motivo foi apelidada de “vitamina do sol”. Em geral, expor a pele à luz solar por cerca de 10 a 15 minutos, vários dias por semana, já é o suficiente. A maneira mais fácil é expor braços e pernas sem protetor solar. Mas lembre-se de usar protetor solar se você ou seu filho está gastando mais tempo no sol do que isso.

Receber quantidade suficiente de vitamina D nos meses de inverno pode ser difícil se você vive onde é frio e os dias são curtos. Então, pode ser necessário que seu filho obtenha a vitamina D por meio da alimentação. A vitamina D é comumente adicionada ao leite e a produtos lácteos. Outras fontes de vitamina D incluem salmão, atum, ovos e vitamina e sucos enriquecidos com vitaminas e cereais.

A ingestão diária recomendada (IDR) é de 400 UI de vitamina D por dia para bebês de até um ano de idade, e 600 UI por dia para todos com mais de um ano. Em alguns casos, a suplementação será necessária para atingir os níveis ideais. Seu médico pode verificar o nível de vitamina D do seu filho com um exame de sangue, para saber se a suplementação é necessária.

Falta de ferro

O ferro é absolutamente essencial para o nosso corpo funcionar. Ele nos ajuda a usar o oxigênio e é um fator utilizado para tudo, desde a digestão até a função muscular. No entanto, a deficiência de ferro é surpreendentemente difícil de detectar, uma vez que muitas crianças com baixos níveis de ferro não apresentam sintomas óbvios.

A deficiência de ferro é tão comum – de 4% a 15% das crianças americanas possuem falta da substância no organismo – e perigosa para o desenvolvimento cognitivo, que pediatras recomendam a suplementação de ferro para todos os bebês a partir dos quatro meses de idade. Bebês que são alimentados com fórmulas devem ingerir fórmulas fortificadas com ferro; bebês amamentados devem receber 1 mg/kg de ferro oral diariamente, a partir dos quatro meses, continuando até que comecem a comer as quantidades adequadas de alimentos ricos em ferro, como carnes ou cereais enriquecidos.

Crianças que comem pouca carne e/ou bebem muito leite ou refrigerante todos os dias estão em risco de terem deficiência de ferro e pode ser preciso a suplementação. Converse com o pediatra se você estiver preocupado com a ingestão de ferro do seu filho. Um simples exame de sangue pode verificar o nível de ferro no organismo.

Deficiência de cálcio

Muitas crianças estão com deficiência de cálcio, um mineral que é essencial para ossos e dentes saudáveis e para uma boa função muscular. A deficiência de cálcio pode levar à perda óssea, porque o corpo utiliza o cálcio do osso em vez do que está circulando no sangue.

Uma estatística surpreendente é a de que entre 80% e 90% das meninas com idades entre 9 a 18 anos ingerem menos cálcio do que a quantidade diária recomendada; e de 60% a 80% dos meninos também tomam muito pouco cálcio. As crianças que são veganas (não comem produtos lácteos provenientes de animais) ou intolerantes à lactose (tendem a evitar os produtos lácteos) são mais propensas à falta de cálcio, porque os produtos lácteos em geral são a principal fonte de cálcio na dieta.

Estudiosos recomendam as seguintes quantidades de cálcio para crianças:

  • Crianças de 1 a 3 anos: 700 mg de cálcio por dia.
  • As crianças de 4 a 8 anos de idade: 1.000 mg de cálcio diariamente.
  • Crianças dos 9 aos 18 anos: 1.300 mg diários.

Ao contrário de exames de sangue para a vitamina D e ferro, um olhar para a dieta do seu filho é uma boa medida para saber se o cálcio está deficiente ou não. Se você suspeitar que a ingestão de cálcio do seu filho rotineiramente está abaixo das quantidades recomendadas, converse com seu médico sobre suplementação.
É melhor obter vitaminas e nutrientes essenciais por meio de uma dieta que contenha uma grande variedade de frutas, legumes, proteínas e carboidratos, mas se a dieta do seu filho fica aquém, ou se você ou o pediatra suspeita de uma deficiência de vitamina, a suplementação pode ajudar a manter a criança saudável e forte.

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