Efeitos para a saúde das águas em garrafas plásticas

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Alguns tipos de garrafas plásticas de água contêm produtos químicos que podem se infiltrar na água potável que consumimos. Bisfenol A, ou BPA, é um dos culpados mais comumente citados, e é encontrado em garrafas de plástico rígidas marcadas com código de plástico “7”. Outros plásticos também representam uma potencial ameaça para a saúde. No Canadá, o uso de BPA é proibido, para que os efeitos sobre a saúde possam ser mais bem explorados. As garrafas que contêm BPA também são proibidas no Japão, mas ainda são amplamente utilizadas nos Estados Unidos e em outras partes do mundo.

Efeitos no desenvolvimento e na fertilidade

O BPA usado em garrafas de água feitas com plástico do tipo 7 está ligado a uma série de possíveis complicações para mulheres grávidas e para o feto. Ele atua como falso-estrogênio e pode causar anormalidades cromossômicas. Essas anormalidades estão ligadas a defeitos congênitos no útero e deficiências de desenvolvimento na infância. A exposição a esses falsos-estrogênios, enquanto no útero, pode causar início precoce da puberdade e aumentar o risco de câncer de próstata ou de mama por parte do bebê quando adulto. Também pode afetar os níveis futuros de fertilidade de um feto feminino. Também há relatos de potenciais ligações entre a exposição ao BPA e os transtornos de hiperatividade e comportamentos agressivos em meninas jovens.

Maiores taxas de doenças em adultos

As garrafas de água contendo BPA também foram associadas ao aumento das taxas de doença em adultos. Os seres humanos com as maiores concentrações de BPA na urina são três vezes mais propensos a sofrer de doença cardiovascular e têm 2,4 vezes mais probabilidades de ter diabetes tipo 2 do que pessoas com baixas concentrações de BPA.

A exposição ao BPA também está ligada ao câncer de mama, próstata e câncer de ovário, embora sejam necessárias mais pesquisas para explorar este assunto.

Exposição às bactérias

As garrafas marcadas como plástico de tipo 1 são feitas de polietileno tereftalato, ou PET. Estas são as garrafas de plástico macio mais utilizadas para a água engarrafada. As garrafas de PET não contêm BPA ou falso-estrogênio, mas apresentam riscos potenciais para a saúde, sendo muitas vezes ligadas à contaminação bacteriana quando são reutilizadas. Isso é principalmente devido ao design da garrafa, o que dificulta sua limpeza adequada para reutilização. Ao se testar as garrafas de plástico do tipo 1, quanto à limpeza, em 13% são encontrados germes de alimentos ou saliva, enquanto outros 9% contêm matéria fecal.

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