Excesso de ferro: consequências para a saúde

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Realizar múltiplas transfusões de sangue é um fato comum na vida de alguns pacientes com leucemia, linfoma e mieloma. As transfusões são usadas para melhorar a contagem de células sanguíneas e para tratar os sinais e sintomas da anemia – como fadiga, tontura, falta de ar e fraqueza. No entanto, transfusões de sangue múltiplas ao longo do tempo podem potencialmente causar sobrecarga de ferro – uma condição que, se não tratada, pode danificar o coração e o fígado.

Como acontece

O ferro tem um papel muito importante em nossos corpos. Ele desempenha uma função em muitos processos biológicos, incluindo a síntese de DNA, quando as células se dividem e há o transporte de oxigênio dos pulmões para nossas células e tecidos. O ferro que recebemos através do nosso alimento geralmente se liga a uma proteína chamada transferrina e circula em nosso plasma sanguíneo.

Na maior parte das vezes, esse ferro é usado para formar hemoglobina, a substância nos glóbulos vermelhos que transporta o oxigênio que respiramos para os nossos tecidos. O ferro residual é armazenado no fígado, para uso futuro.

O corpo humano não tem a capacidade de remover ou excretar propositadamente excesso de ferro, embora algum ferro seja perdido em processos normais, como o derramamento de células da pele. Uma vez que a capacidade máxima de armazenamento de ferro do corpo é alcançada, o ferro começa a se acumular em outras partes do corpo, levando à sobrecarga.

As transfusões de glóbulos vermelhos fornecem uma quantidade muito grande de ferro.

Em indivíduos saudáveis, apenas cerca de 1-2 mg de ferro são eliminados em um determinado dia – isto é, o ferro que é retirado da dieta e perdido através do derramamento de células da pele e células gastrointestinais, por exemplo. Uma única unidade de um pacote de hemácias, no entanto, contém cerca de 200-250 mg de ferro. Na maioria das vezes, os pacientes recebem duas unidades cada vez que são transfundidos, de modo que são mais de 500 mg em apenas um dia.

Efeitos

Quando o ferro superou a capacidade do corpo de armazená-lo de forma segura, isso pode causar danos de várias maneiras. Em primeiro lugar, quando há mais ferro no corpo do que a transferrina à qual ele se liga, ele circula sozinho como ferro livre não ligado à transferrina (NTBI). Essa forma de ferro é tóxica para nossos corpos e causa danos aos nossos tecidos e órgãos em nível celular.

Além disso, o excesso de ferro acumula-se no coração, pulmões, cérebro, glândulas endócrinas, fígado e até mesmo na medula óssea. Não tratada, essa acumulação pode levar a:

  • Insuficiência cardíaca
  • Infertilidade
  • Diabetes
  • Cirrose do fígado
  • Artrite
  • Hipotiroidismo (tireoide insuficiente)
  • Crescimento imobilizado
  • Disfunção erétil
  • Câncer
  • Depressão

Algumas evidências também sugerem que a infecção bacteriana pode ser uma das consequências da sobrecarga de ferro.

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