Quais são os efeitos físicos colaterais da tristeza?

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Embora ambos os termos sejam com frequência usados de forma separada e alternada, a tristeza é geralmente considerada – a partir de um ponto de vista clínico – como precursora da depressão, que pode tornar difícil levar uma vida normal. Um número crescente de pesquisas sugere que a tristeza – se não for abordada – afeta tanto o bem-estar físico como o bem-estar emocional. A falha em lidar adequadamente com a tristeza impõe maior estresse sobre o corpo, o que pode resultar em doenças autoimunes, problemas cardíacos e uma tendência maior para o comportamento autoprejudicador.

Problemas cardiovasculares

Perder um cônjuge pode desencadear um estresse cardiovascular significativo. De acordo com um estudo realizado, parceiros sobreviventes eram duas vezes mais propensos a sofrer um ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral no prazo de 30 dias após a perda. O risco praticamente dobrava: de oito em cada 10.000 pessoas cujos cônjuges ainda estavam vivos para 16 em cada 10.000 indivíduos cujo cônjuge ou companheiro havia morrido. Alterações na pressão sanguínea e nos batimentos cardíacos são também susceptíveis de ocorrerem induzidas pelo estresse. Embora seja pequena, a ligação sugere que o parceiro enlutado pode prestar menos atenção à sua própria saúde, ficando vulnerável a problemas cardiovasculares.

Sistema imunológico comprometido

Evidências sugerem que a tristeza pode suprimir o sistema imunológico do corpo, deixando-o mais vulnerável a doenças autoimunes, como artrite e esclerose múltipla. As emoções negativas, como raiva, solidão e trauma, podem liberar níveis mais altos de hormônios do estresse, como adrenalina e cortisol. A liberação desses hormônios resulta em elevada energia e consciência, o que ajuda a lidar com situações traumáticas, ou mudanças ambientais bruscas. A falha em desligar esses hormônios, no entanto, pode comprometer o sistema imunológico do corpo – e reduzir a sua capacidade de combater infecções ou curar feridas.

Distúrbios alimentares

Persistentes sentimentos de tristeza podem levar a uma autoimagem negativa que, por sua vez, pode deixar a vítima vulnerável ​​a distúrbios alimentares, como anorexia nervosa. Por exemplo, um grupo de 14 mulheres entrevistadas por uma equipe de investigação na Noruega relatou sentir altos níveis de autoaversão em relação a si mesmas e medo de engordar. As mulheres, com idades entre 19 e 39 anos, voltavam-se então para uma dieta restritiva, para gerir essas emoções negativas. O grupo tentava liberar essas emoções através de tais comportamentos, como autocontrole anorexígeno e automutilação, bem como evitando se alimentar e situações focadas no corpo.

Risco de danos autoinflingidos

As emoções negativas associadas com a tristeza frequentemente são de ansiedade e baixa autoestima. Se esses sentimentos não são abordados, os pacientes podem sentir-se mais inclinados a prejudicar-se por meio de substâncias ou comportamento suicida. Uma pesquisa feita entre alunos do ensino médio constatou que 30% dos 13.583 alunos entrevistados relataram sentirem-se tristes duas ou mais vezes por semana. Estudantes que eram intimidados tinham duas vezes mais probabilidade de relatar tristeza – e duas vezes mais probabilidade de relatar tentativas ou pensamentos de suicídio – em relação aos seus pares não intimidados.

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